Nunca me encontrarei... É vício! Tenho sempre a mesma ânsia. Meu amor? Muito pode sugerir. Meu jeito de amar é paixão. A cada novo brinde, Nova perdição.
Da santa ao extremo. Minhas delícias e prantos Vêem das magias pululantes No âmbito feminino.
Rosas me invadem, Alecrins tornam-se uma esplêndida agonia; Em suspense, fatio as sementes ardentes do sol.
Margeando gente grande, Evito confrontações de formas.
Lábios abrasadores, Distancio a renúncia. Insisto nos instintos precedentes das heróicas paixões E compreendo a vaidade das fogosas exibicionistas. Interessa-lhes o modo e a doce sedução. Expondo a robustez, A alma passeia pelo delírio De ser única.
Doces monstro!
Margaridas se torturam, Luzes cedem, afloram-se aflitas E rosas moldam-se na dúvida saborosa entre ganir ou fugir. Certas flores cravam-se na cama, Estampam-se confiante na submissão sonora do suor.
Alinhando os impossíveis, Norteio a tensão para todo clarão Inspirado na lucidez da vulgaridade.
Surpreendido pela dureza da realidade, Amorteço as desilusões semeando em outro jardim.
Jadson 14.01.99
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