Quando se aceita a inesperada tempestade, A força do vento que ameaça romper as velas, O giro do timão incontrolável, Percebe-se a luz do farol interno Da vontade indomável, Da alma preste a ser pluma, Livre e leve para bailar nas brisas, Gozar o sol e o perfume das flores. Quando se aceita a dor, Espinho da natureza humana, Abrem-se as veredas da alegria, Caminha-se à sombra da esperança, À melodia do cantar dos pássaros, Ao suave murmúrio dos regatos. Quando a vida brilha no sorriso, Os amigos se unem na mesma festa, Os adversários desistem de machucar, Os abismos se diluem no improviso.
10:36 - 03/04/2006
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