Autor: Rosival Muniz de Albuquerque (rkmalbuquerque@uol.com.br)
Os sapos na lagoa cantavam em uníssono, Um canto sonolento, modorrento, irritante, Respondendo a perguntas, questões recorrentes, Que incomodavam a eles, cúpula do reino.
--Quem roubou petrobrás, furnas e os correios? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei... --- Quem trouxe dólar de cuba e dos bingos dinheiro? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei....
----Quem recebeu mensalão e pagou a corrupção? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei.... ---Quem roubou o cidadão, desgovernou a nação? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...
---Porque ficou rico o filho do presidente? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei... ---Qual o propósito de tantos atos indecentes? -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...
Um a um os amigos do presidente foram caindo Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, Gushiken Todos cantavam a canção, irritante, sonolenta -- Não sei... Não fui eu... Não sei... Não fui eu... Não sei...
Na Câmara dos Deputados, a casa do povo Existe no ar a dança d’Angela e o cheiro de pizza, Despertando na nação o desejo do poeta Distribuir bengaladas nas cabeças tortas.
Mas a grande bengalada que o povo pode dar É o voto na urnas, destituindo a corrupção E o canto sonolento, modorrento, irritante. Cantando nova canção: -- Derrubei... Derrubei...
01:29 - 28/03/2006
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