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Tópico: O CORVO

Rosival
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O CORVO

Autor: Rosival Muniz de Albuquerque
(rkmalbuquerque@uol.com.br


Da palhoça na roça ao palácio, no planalto
O corvo curvo voou voraz, veloz, covarde, turvo,
Sobre o operário, brasileiro, caseiro, solteiro
Para amordaçá-lo, assustá-lo, derrubá-lo;
Sem cerimônia, sem parcimônia, sem vergonha.

O rapaz, capaz, falou da farsa na casa do lago.

Na mansão do lago, a república de ribeirão
Tudo tratava, do leão, do ladrão, da corrupção,
Da cozinha à piscina tudo tinha, até propina,
Na sala, na mala, na cama, tudo era lama,
Prostitutas, astutas, teatrais, faziam a festa.

A gangue sugava o sangue no pescoço da nação.

Quando o lixo da casa do lago veio a público,
A excrescência era tal que o povo, de nojo, vomitou.
Era o fim do ninho, da rinha, da linha do Antonio.
O corvo curvo voraz, veloz, covarde, turvo, sujo,
O povo Abateu em pleno vôo rasteiro na fazenda.

Mas não é o fim da República dos Próceres Tortos.
19:47 - 27/03/2006



 
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